Petição por checagem de fatos na Globo atinge 400 mil assinaturas

Cobrança surgiu depois do encontro na Band, quando declarações de ambos os candidatos foram contestadas por serviços de checagem.

Um movimento online que clama por checagem de informações em tempo real durante o debate presidencial da TV Globo entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) superou a marca de 400 mil adesões nesta terça-feira (20).

A iniciativa, lançada por Rafael Brito na plataforma Change.org, atingiu 404.779 assinaturas verificadas até o final da tarde, com o objetivo de garantir maior clareza para os eleitores.

Os proponentes da petição demandam que a emissora destaque uma equipe dedicada a verificar as declarações dos candidatos durante a transmissão do debate, agendado para sexta-feira (23).

A mobilização ganhou força após o embate promovido pela Band no último domingo (18), onde diversas afirmações de ambos os presidenciáveis foram posteriormente questionadas por agências de checagem.

O abaixo-assinado direciona suas solicitações a autoridades como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Globo, João Roberto Marinho, o diretor-geral de Jornalismo da emissora, Ricardo Villela, e o mediador do debate, César Tralli.

A justificativa apresentada por Brito ressalta a importância de combater a desinformação e a necessidade de uma postura editorial mais responsável por parte das emissoras, argumentando que a imprensa deve ir além de apenas ceder espaço, assumindo um compromisso com a verdade.

Ele cita como exemplo a prática de checagem simultânea adotada em debates presidenciais nos Estados Unidos em 2016, defendendo que tal medida pode aprimorar a capacidade dos eleitores de discernir informações corretas de falsas. “A verdade não pode ser relativizada dentro de um veículo de imprensa.

Uma mentira não pode receber o mesmo tratamento que um fato comprovado. A imprensa é guardiã da democracia e deve ser responsável. O povo brasileiro tem direito a eleições limpas, transparentes e livres da manipulação informacional”, conclui.

O debate da Band, realizado no domingo, foi palco de confrontos sobre temas como corrupção, economia e segurança pública, com ataques pessoais entre os candidatos. Serviços de checagem acompanharam o evento e, posteriormente, divulgaram as principais informações contestadas.

Entre elas, Flávio Bolsonaro atribuiu a Lula e Janja gastos governamentais de R$ 7 bilhões em viagens, um valor que, na verdade, abrange despesas de múltiplos órgãos federais. Por sua vez, Lula incorreu em imprecisão ao afirmar que a economia brasileira só voltou a crescer acima de 3% em 2023, pois o Produto Interno Bruto (PIB) já havia ultrapassado essa marca nos governos anteriores de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro.

Com informações de: Congresso em Foco

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