
A Polícia deflagrou, nesta terça-feira (30), a 8ª fase de uma operação contra uma organização criminosa com atuação no Piauí. A ação teve como principal objetivo desarticular o núcleo financeiro do grupo, responsável por ocultar e movimentar recursos obtidos por meio de atividades criminosas. Como resultado, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 50 milhões em bens e valores.
Ao todo, foram cumpridos 68 mandados judiciais nos estados do Piauí, Ceará e Rio de Janeiro, incluindo ordens de prisão e de busca e apreensão. Entre os investigados está um homem apontado como responsável pelo apoio logístico à fuga de detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, registrada em 2024.
As investigações apontam que a organização possuía uma estrutura interestadual, com ligação a integrantes instalados na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Segundo a apuração, um homem conhecido pelos apelidos de “Carioca” e “Canindé” exercia a coordenação das atividades criminosas.
No município de Pedro II, o comando da facção era atribuído a A.I.N.S., responsável pela coordenação do tráfico de drogas na região. Também integravam a liderança D.U.N., conhecido como “Tapioca”, e A.G.G.S., chamado de “Negão”, natural do Ceará e apontado como executor de crimes. Os três já estão presos no sistema penitenciário do Piauí.
Desde o início das investigações, em 2024, as autoridades atribuíram ao grupo pelo menos 13 homicídios, incluindo mortes relacionadas aos chamados “tribunais do crime”. Entre os casos apurados estão o assassinato de uma adolescente de 14 anos e de um homem encontrado enterrado em uma cova rasa na zona rural de Pedro II.
Nesta fase da operação, o foco foi atingir a estrutura financeira da organização, identificando mecanismos utilizados para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas e de extorsões. O bloqueio patrimonial busca enfraquecer a capacidade de atuação do grupo e impedir a continuidade das atividades criminosas.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos, ampliar a recuperação de bens e aprofundar a responsabilização dos integrantes da organização criminosa.
