
Governos estaduais e ministérios federais já ingressaram com pedidos formais junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para manter policiais federais cedidos a seus quadros, em oposição a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão visa reforçar as forças de segurança no combate ao crime organizado, mas órgãos alegam prejuízos em políticas públicas essenciais devido à saída imediata dos servidores.
Desde o início do mês, o MJSP notificou mais de 50 órgãos — federais, estaduais e municipais — sobre a necessidade de devolver policiais federais, rodoviários federais e penais federais cedidos, com exceção daqueles cujas atividades estejam diretamente ligadas à segurança pública. Os pedidos de reconsideração partem de justificativas como a importância estratégica dos servidores para a gestão pública e a dificuldade de substituição.
No Distrito Federal, a Controladoria-Geral solicitou a permanência de uma policial rodoviária federal que atua na corregedoria administrativa, responsável por investigar irregularidades e recuperar recursos desviados.
A pasta destacou os resultados obtidos pela servidora e sua contribuição ao Programa Brasil Contra o Crime Organizado. Já a Secretaria de Segurança Pública do DF pediu a manutenção de dois policiais federais que coordenam articulações entre a União e as forças locais no combate a facções criminosas.
No Rio de Janeiro, o governo estadual pleiteou a manutenção de um policial rodoviário federal cedido à Casa Civil, alegando sua experiência em áreas como gestão de pessoas, orçamento e corregedoria, o que tornaria sua substituição onerosa.
O MEC, por sua vez, defendeu a permanência de um policial rodoviário na corregedoria da pasta, destacando sua atuação na estruturação de uma rede de prevenção a assédios em escolas e universidades federais.
Com informações de: R-7
