
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa nesta quinta-feira (7), em Teresina, durante cumprimento de mandado de prisão preventiva relacionado a um caso de agressão contra uma empregada doméstica grávida, de 19 anos, no Maranhão.
A investigação aponta que a jovem teria sido atacada após ser acusada de furtar um anel dentro da casa da empresária, na Região Metropolitana de São Luís. O caso é apurado pela Polícia Civil maranhense, que enquadra a suspeita por crimes como lesão corporal, ameaça, constrangimento ilegal e tortura.
Equipes de segurança do Piauí e do Maranhão atuaram em conjunto para localizar a empresária, encontrada no bairro São Cristóvão, na capital piauiense. A prisão ocorreu após compartilhamento de informações entre os estados.
Segundo o depoimento da vítima, ela foi agredida com socos, puxões de cabelo e empurrões, chegando a cair no chão enquanto tentava proteger a gestação. A jovem relatou ainda que a violência continuou mesmo depois de o objeto apontado como furtado ter sido localizado.
As investigações também identificaram um homem suspeito de ter participado das agressões. Além disso, áudios anexados ao inquérito, atribuídos à empresária, passaram a integrar as provas analisadas pela polícia.
A defesa de Carolina afirmou que ela pretendia se entregar espontaneamente, mas acabou abordada antes da apresentação formal. Os advogados também alegam que a empresária vinha recebendo ameaças e que isso teria acelerado a decisão de procurar as autoridades.
Ainda conforme a defesa, a viagem ao Piauí também ocorreu para resolver questões familiares envolvendo o filho da investigada, de seis anos.
Em nota, os advogados afirmaram que a empresária admite ter ocorrido agressão, mas nega as acusações de tortura. Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal e ameaça.
O episódio teve forte repercussão nas redes sociais e também resultou no afastamento de quatro policiais militares que atenderam a ocorrência inicial. A atuação dos agentes passou a ser questionada e segue sob análise das autoridades.
