
Jeff Schmaltz/NASA
Mar Cáspio
O Mar Cáspio, maior lago fechado do mundo, enfrenta um declínio acelerado no nível de suas águas há décadas, com uma queda de 2,56 metros registrada entre 1992 e 2025. Especialistas atribuem o fenômeno à combinação da evaporação intensificada pelo aquecimento global e à redução da vazão dos rios que o alimentam.
Projeções indicam que, até o final do século, o nível da água pode diminuir entre oito e 14 metros em cenários moderados, podendo chegar a 21 metros em situações extremas.
A redução afeta diretamente cinco países que compartilham suas fronteiras: Rússia, Cazaquistão, Turcomenistão, Irã e Azerbaijão. Imagens de satélite da NASA revelam que, apenas no nordeste do mar, a costa recuou mais de 56 quilômetros desde 2001, com áreas como a Baía de Komsomol, no Cazaquistão, quase desaparecendo.
A evaporação responde por 37% a 40% da perda hídrica, enquanto a diminuição do aporte de água doce, decorrente de barragens, irrigação intensiva e obras de infraestrutura energética, contribui com o restante.
O cenário projetado para 2100, com emissões médias a altas, prevê uma queda de nove a 18 metros no nível do mar, agravando impactos ecológicos e socioeconômicos. Comunidades costeiras, como as de Aktau (Cazaquistão), Baku (Azerbaijão) e Turkmenbashi (Turcomenistão), enfrentariam desafios logísticos, enquanto ecossistemas críticos — como áreas de reprodução de esturjões e da foca-do-cáspio, espécie endêmica — poderiam sofrer redução de até 81% em seus habitats.

Focas-do-cáspio
Com informações de: DW Brasil
