
Mais de 6,2 mil policiais militares foram mobilizados para reforçar a segurança durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), no Piauí. A operação abrange 3.503 locais de votação na capital e no interior, com policiamento ostensivo, proteção das urnas eletrônicas e ações de prevenção e combate aos crimes eleitorais.
O planejamento da Polícia Militar do Piauí (PM-PI) prevê a distribuição das equipes pelos 224 municípios do estado. A mobilização começou na quinta-feira (22), com o deslocamento de tropas a partir do Quartel do Comando-Geral, em Teresina, e inclui reforço nas cidades consideradas estratégicas para o processo eleitoral.
Na capital, o esquema de segurança contempla 328 locais de votação, com emprego de 221 policiais militares, além do apoio de guardas civis municipais e bombeiros militares. No interior, a operação alcança 3.175 locais, com atuação de 3.080 policiais militares e suporte de outras forças de segurança.
Segundo o chefe do Departamento Geral de Operações da PM-PI, coronel James Sean, a distribuição do efetivo passou por ajustes logísticos para atender às particularidades do segundo turno. O objetivo é assegurar a presença policial nos locais de votação e permitir respostas rápidas a eventuais ocorrências.
A estrutura operacional foi organizada em 14 regiões eleitorais, cada uma com um coronel responsável pela coordenação estratégica junto ao Poder Judiciário. Nas zonas eleitorais, oficiais superiores estarão disponíveis para atender às demandas dos juízes, enquanto tenentes e capitães coordenarão o policiamento ostensivo.
A atuação policial também contempla a fiscalização de possíveis crimes eleitorais, como compra de votos, coação de eleitores, propaganda irregular e outras condutas que possam comprometer a liberdade do voto.
O esquema de segurança não termina com o fechamento das urnas, previsto para as 17h. Nas cidades de maior porte, parte do efetivo permanecerá mobilizada até segunda-feira (26), para acompanhar a apuração dos resultados, eventuais comemorações e possíveis situações de conflito.
A operação ocorre em um contexto de reforço das medidas de segurança adotadas pela Justiça Eleitoral e pelos órgãos estaduais para garantir a normalidade do processo democrático. A Polícia Militar atuará em articulação com magistrados eleitorais e outras instituições responsáveis pela fiscalização do pleito.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o planejamento busca assegurar que os eleitores possam exercer o direito ao voto com tranquilidade, enquanto as equipes permanecem preparadas para atender ocorrências durante e após a votação.
