O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027 aponta para um salário mínimo de R$ 1.741, valor que impactará diretamente os benefícios do INSS atrelados ao piso nacional.
Essa estimativa representa um acréscimo de R$ 120 em relação aos atuais R$ 1.621, configurando um aumento de 7,4%. Contudo, o valor final ainda é provisório e estará sujeito à variação da inflação acumulada até novembro.
Atualmente, o valor de R$ 1.621 serve como base para o cálculo de benefícios previdenciários e assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Caso a projeção se concretize, beneficiários que recebem o piso terão um aumento mensal de R$ 120.
É importante ressaltar que o reajuste não será uniforme para todos. Aposentados e pensionistas com rendimentos superiores ao salário mínimo terão seus benefícios corrigidos por um índice diferente, baseado na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Como o acumulado de 2026 ainda não está fechado, os valores exatos para benefícios acima do piso ainda não podem ser determinados. A idade, por si só, não é o fator determinante para o valor final. Assim, os R$ 1.741 se destinam a quem tem benefício no piso nacional, independentemente de ter 60 anos ou mais.
A projeção de R$ 1.741 foi apresentada pelo governo federal ao Congresso Nacional em 31 de agosto, com base em uma expectativa de inflação de 4,93% (INPC projetado) e um crescimento real de 2,3%. Este valor supera a estimativa anterior de R$ 1.717, divulgada na Lei de Diretrizes Orçamentárias, devido a revisões nas projeções econômicas para 2026.
O PLOA 2027 também prevê um resultado primário positivo de R$ 18,6 bilhões, ajustado para R$ 83,4 bilhões, visando cumprir a meta fiscal de 0,5% do PIB. No entanto, o projeto ainda passará pela análise e aprovação do Congresso, e o valor definitivo do salário mínimo dependerá dos indicadores econômicos até o final de 2026, com a projeção podendo ser revista após a divulgação do INPC de novembro.
Com informações de: INSS
