
Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Piauí resultou, nesta quarta-feira (8), na deflagração da Operação Falso Elo, que tem como objetivo combater uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes durante negociações de veículos pela internet. A ação ocorreu em parceria com a Polícia Civil de Mato Grosso, onde foram cumpridas ordens judiciais.
O caso começou após um morador de Ribeiro Gonçalves, no Sul do estado, registrar denúncia de estelionato ao tentar adquirir um veículo anunciado em uma plataforma de comércio eletrônico. Conforme a investigação, ele foi vítima do chamado “golpe do intermediário”, modalidade em que criminosos assumem o controle da negociação sem que comprador e vendedor percebam.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados criavam uma falsa ponte entre as partes, orientando o proprietário do veículo a não informar o valor real da venda enquanto encaminhavam ao comprador comprovantes bancários falsificados e outras informações adulteradas para dar aparência de legitimidade à transação.
Convencida de que a negociação era verdadeira, a vítima realizou a transferência do dinheiro para contas bancárias ligadas ao grupo criminoso, sofrendo prejuízo financeiro.
As diligências permitiram identificar a estrutura da organização, que, segundo a polícia, era formada por integrantes de uma mesma família e operava a partir de Cuiabá (MT). O grupo é investigado por praticar golpes semelhantes em diferentes estados brasileiros e até mesmo contra vítimas residentes no exterior.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Celulares e equipamentos eletrônicos foram recolhidos e passarão por perícia, com o objetivo de reunir novas provas, identificar outras vítimas e rastrear a movimentação financeira dos suspeitos.
As investigações seguem em andamento e, segundo a Polícia Civil, novas diligências poderão ser realizadas a partir da análise do material apreendido.
A corporação também reforça o alerta para que compradores e vendedores desconfiem de negociações intermediadas por terceiros, confirmem todas as informações diretamente com a outra parte e preservem mensagens, comprovantes e demais registros caso suspeitem de fraude.
