Ícone da Música Italiana, Peppino di Capri, Morre Aos 86 Anos em Capri

Morre Peppino di Capri, ícone da música italiana, aos 86 anos

O renomado cantor, pianista e compositor italiano Peppino di Capri, uma figura proeminente na música italiana do século 20, faleceu neste sábado, 11 de maio, aos 86 anos.

O artista, cujo nome de batismo era Giuseppe Faiella, veio a óbito na ilha de Capri, seu local de nascimento e residência, no sul da Itália. A notícia foi confirmada por sua família e amplamente divulgada pela imprensa italiana e pelas plataformas digitais oficiais do artista. A causa da morte não foi divulgada.

Nascido em 27 de julho de 1939, Peppino di Capri estava prestes a completar 87 anos. Ele deixa três filhos: Igor, Edoardo e Dario. O funeral está programado para este domingo, 12 de maio, às 17h, no horário local, na histórica Catedral de Santo Stefano, localizada na Piazzetta de Capri.

Com uma carreira que se estendeu por mais de seis décadas, Peppino di Capri acumulou expressivos números, com cerca de 35 milhões de discos vendidos e aproximadamente 500 canções gravadas.

Ele alcançou reconhecimento internacional com sucessos inesquecíveis como “Champagne” e “Roberta”, consolidando-se como um dos principais embaixadores da música italiana no mundo. Sua participação no Festival de Sanremo foi marcante, com 15 edições e duas vitórias: em 1973 com “Un grande amore e niente più” e em 1976 com “Non lo faccia più”.

Ele também triunfou no tradicional Festival da Canção Napolitana. Em 2023, foi homenageado com o Prêmio de Carreira em Sanremo, ocasião em que expressou: “Fazia tempo que esperava este momento. Melhor tarde do que nunca.”

Desde a infância, em uma família de músicos, Di Capri demonstrou aptidão para a música, apresentando-se ao piano para soldados americanos na ilha de Capri durante a Segunda Guerra Mundial.

Na juventude, abandonou os estudos de piano clássico para abraçar o rock and roll, formando o Duo Caprese com Ettore Falconieri, que evoluiu para os Capri Boys. Inspirado por ícones como Pat Boone e Buddy Holly, o grupo chegou a abrir um show dos Beatles na Itália em 1965.

Após o fim da banda, Di Capri reinventou sua carreira, mesclando rock, twist e a rica tradição da música napolitana. Essa transformação estilística o catapultou ao estrelato nas décadas seguintes, imortalizando “Champagne” como um hino da música romântica italiana.

Peppino di Capri manteve um forte vínculo com o público brasileiro, realizando inúmeras apresentações no país ao longo de sua trajetória, que atraíam multidões e contribuíam para a difusão da música italiana no Brasil. Sua última aparição pública ocorreu em maio deste ano, durante as celebrações do aniversário de 90 anos de sua irmã, Margherita. Com uma obra que transcendeu gerações, Peppino di Capri deixa um legado indelével na história da música italiana e da canção romântica em escala global.

Com informações de: AGBR

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