Golpe do falso advogado dispara no Piauí e lidera denúncias em novembro, aponta Procon

Foto: reprodução

Um levantamento recente do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor revela que o golpe do falso advogado se tornou a fraude mais recorrente no Piauí no mês de novembro. O avanço chamou atenção. Ao longo de 2024, a prática registrou aumento superior a 461 por cento, tornando-se a principal causa de prejuízos financeiros entre consumidores do estado.

No início deste ano, a modalidade aparecia apenas na oitava posição entre os golpes mais comuns. Com o passar dos meses, o número de registros cresceu rapidamente até alcançar 73 ocorrências somente em novembro, todas envolvendo transferência de valores pelas vítimas.

De acordo com o levantamento, o golpe ultrapassou outras práticas criminosas já conhecidas, incluindo fraudes que utilizam contatos falsos se passando por familiares. A tendência indica que os estelionatários têm utilizado informações judiciais verdadeiras com mais precisão para convencer quem recebe as mensagens.

Como o crime é aplicado

Os golpistas acessam dados reais de processos, como nomes das partes, telefones e detalhes das ações. Utilizando essas informações, criam perfis no WhatsApp com a foto e o nome de advogados que realmente atuam nos casos. Com a identidade falsificada, entram em contato afirmando que o processo foi ganho ou que um alvará foi liberado. Para que o suposto valor seja disponibilizado, pedem pagamentos antecipados de taxas ou impostos inexistentes. Muitas vítimas acreditam por reconhecerem o nome do profissional ou do processo.

Como evitar o golpe

O Ministério Público orienta que a checagem das informações é o principal método de prevenção. A recomendação é nunca realizar operações financeiras por videochamada e não permitir o compartilhamento da tela do celular. Caso o contato seja feito por um número diferente do habitual, o ideal é encerrar a conversa e confirmar diretamente com o escritório, usando telefones oficiais ou comparecendo presencialmente.

As orientações incluem também desconfiar de pedidos de pagamento feitos em contas de pessoas físicas, já que escritórios de advocacia e órgãos da Justiça não utilizam esse procedimento. Mensagens que impõem pressa ou ameaçam perda de valores devem ser vistas com cautela, pois trâmites judiciais não são comunicados dessa forma.

O órgão reforça que denúncias devem ser registradas sempre que houver tentativa ou confirmação do golpe, contribuindo para o combate à prática no estado.

 

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