
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) ampliou o público apto a receber a vacina contra a gripe em Teresina após identificar baixa adesão à campanha e aumento de atendimentos relacionados a síndromes respiratórias na capital. A nova etapa começou nesta terça-feira (26) e busca acelerar a cobertura vacinal em um período de maior circulação de vírus respiratórios.
Com a ampliação, a vacina passa a estar disponível para pessoas com comorbidades, doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade. A medida também contempla profissionais das Forças de Segurança e Salvamento, integrantes das Forças Armadas, além de povos indígenas e quilombolas.
A FMS acendeu o alerta após uma semana de maior procura por atendimento na rede municipal, principalmente por pacientes com sintomas gripais e quadros respiratórios mais graves, como pneumonia. A avaliação da pasta é que a vacinação pode reduzir a circulação do vírus e evitar agravamentos que sobrecarreguem hospitais e Unidades Básicas de Saúde.
A presidente da Fundação Municipal de Saúde, Leopoldina Feitosa, afirmou que a gestão intensificou a mobilização para incentivar a atualização da caderneta vacinal e ampliar a proteção da população. Segundo ela, a rede de saúde enfrenta aumento esperado de casos entre os meses de março e junho, o que exige maior adesão da campanha neste período.
Antes da ampliação, a vacina já estava liberada para gestantes e puérperas, idosos, crianças de 6 meses a 6 anos, profissionais da saúde e da educação e pacientes com doenças permanentes. Mesmo com a oferta disponível, a procura ficou abaixo da expectativa da rede municipal.
Atualmente, Teresina conta com 91 Unidades Básicas de Saúde disponibilizando o imunizante nos turnos manhã e tarde. A população também pode procurar o posto instalado no Teresina Shopping, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, e aos sábados, das 10h às 20h.
No momento da vacinação, é necessário apresentar documento de identificação, CPF ou cartão do SUS e a caderneta de vacinação. Pessoas com comorbidades ou condições clínicas especiais devem levar exames, receitas médicas ou laudos que comprovem a condição. Já profissionais incluídos nesta fase precisam apresentar documento que comprove vínculo ativo com a categoria.
A expectativa da FMS é ampliar rapidamente a cobertura vacinal e reduzir o impacto das doenças respiratórias nas próximas semanas, especialmente com a aproximação do período tradicional de maior demanda por atendimentos nas unidades de saúde da capital.
