Em entrevista concedida à TV Globo nesta sexta-feira (16), Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, defendeu que a saída de Luiz Inácio Lula da Silva do governo seria a medida mais eficaz para equilibrar as contas públicas brasileiras. “O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula.
Ele hoje é o maior problema para esse desencontro de contas”, declarou, respondendo a questionamentos da jornalista Renata Lo Prete sobre as propostas de sua equipe econômica.
Flávio negou planos de extinguir a política de reajustes do salário mínimo acima da inflação, desvincular aposentadorias do salário mínimo ou alterar a Constituição para flexibilizar os gastos com saúde e educação.
Ao ser indagado sobre como atingir a meta de economia de R$ 200 bilhões sem essas medidas, apesar de economistas, inclusive apoiadores, considerarem a meta desafiadora, o candidato apresentou outras frentes de ação.
Ele sugeriu a redução do número de ministérios, com a intenção de cortar ao menos dez dos atuais 39, além de um combate mais efetivo à corrupção e uma melhor gestão das empresas estatais. Flávio reconheceu que a redução de ministérios, por si só, não seria suficiente para alcançar a economia desejada.
O senador comparou o desempenho financeiro de estatais sob os governos Bolsonaro e Lula, alegando que durante a gestão de Jair Bolsonaro as empresas registraram superávit ou lucro de R$ 18 bilhões, enquanto na administração petista acumularam R$ 36 bilhões em prejuízos, atribuindo essa diferença de R$ 54 bilhões à corrupção e à má gestão. Adicionalmente, Flávio propôs a utilização de imóveis federais, estimados em R$ 1,7 trilhão, muitos deles desocupados, para gerar receita através da criação de um fundo de gestão, o que poderia render R$ 200 bilhões. Ele também mencionou a antecipação de recebíveis de dívidas, sugerindo a securitização de cerca de R$ 3 trilhões em créditos para obter R$ 200 bilhões adicionais ao orçamento anualmente.

Com informações de: O Estado de Minas
