Draco prende 14 suspeitos de facção e captura videomaker de influenciador em Teresina

Associação criminosa atuava na zona Leste de Teresina. (Foto: Reprodução/SSP-PI)

Uma operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) prendeu 14 pessoas na manhã desta terça-feira (4), durante o cumprimento de 45 ordens judiciais contra uma organização criminosa com atuação no bairro Porto do Centro, na zona Leste de Teresina. Entre os detidos está um videomaker que presta serviços para um influenciador digital piauiense e que, segundo a Polícia Civil, também começava a atuar como influenciador nas redes sociais.

A ofensiva cumpriu 16 mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça após representação do Draco. Durante a ação, foram apreendidas armas de fogo, celulares e outros materiais que serão periciados para reforçar as investigações.

Segundo o delegado Laércio, o videomaker exerceria uma função relevante dentro da estrutura da organização criminosa.

“Nos últimos dias ele também estava começando a aparecer como influenciador. Ele é o financeiro da facção e foi preso com três armas”, afirmou o delegado.

As investigações apontam que o grupo possuía uma estrutura hierarquizada, com integrantes desempenhando funções específicas. Os alvos da operação são suspeitos de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

A investigação teve início após o assassinato de Francisco Lucas Pereira Reis, registrado em 1º de junho deste ano. A Polícia Civil apura se a vítima foi submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por organizações criminosas para impor regras internas e aplicar punições contra pessoas consideradas rivais ou acusadas de descumprir determinações da facção. Essas ações ilegais podem envolver agressões, tortura e execuções.

Além das prisões, os policiais apreenderam três armas de fogo, aparelhos celulares e outros objetos considerados importantes para o aprofundamento das investigações.

A operação contou com o apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e da Polícia Militar do Piauí.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), as diligências continuam para localizar outros investigados e identificar novos integrantes da organização criminosa. A polícia também busca reunir mais provas para fortalecer os inquéritos que apuram os crimes atribuídos ao grupo.

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