Doação de sangue em Junho Vermelho: um gesto que salva até quatro vidas

O plasma fresco congelado, por sua vez, é destinado principalmente a pacientes com distúrbios de coagulação, sangramentos graves e doenças hepáticas.

A campanha Junho Vermelho destaca a importância vital da doação de sangue, um ato de solidariedade que pode beneficiar até quatro pacientes. Em um país onde não há substitutos para o sangue humano, a generosidade dos doadores é crucial para suprir as necessidades de hospitais e centros de saúde.

Mariema Bona, médica hematologista e professora da Afya Parnaíba, esclarece que um único volume de sangue doado é processado em componentes distintos, ampliando seu alcance terapêutico. “Um hemocentro consegue extrair, de uma única doação, concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma e crioprecipitado. Isso significa que quatro tipos diferentes de hemocomponentes podem ser obtidos, cada um destinado a um paciente distinto”, detalha a especialista.

Cada um desses componentes tem um papel específico no tratamento de diversas condições. O concentrado de hemácias é vital para pacientes com anemia severa, vítimas de acidentes, em tratamento contra o câncer e em diálise. Já o concentrado de plaquetas é essencial para quem sofre de aplasia de medula, câncer, dengue hemorrágica e outras doenças que afetam a coagulação. O plasma fresco congelado, por sua vez, é fundamental para pacientes com problemas de coagulação, hemorragias graves e doenças hepáticas.

A necessidade de doações é generalizada, afetando pessoas de todos os perfis. “Pacientes com câncer, crianças e indivíduos em estado crítico em hospitais frequentemente mobilizam a doação, mas a realidade é que qualquer um de nós pode precisar de uma transfusão em algum momento da vida”, enfatiza Mariema Bona.

Além de conscientizar sobre a urgência da doação, o Junho Vermelho visa fomentar uma cultura contínua de solidariedade. Na Afya Parnaíba, o projeto de extensão Doador do Bem atua na comunidade acadêmica e na população em geral com ações educativas e de incentivo. O tema também é abordado desde o início da formação médica, reforçando o compromisso social dos futuros profissionais e a importância da cidadania para a sustentação dos estoques sanguíneos.

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