
Uma pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro de 2014 apresentava Aécio Neves (PSDB) com 51% dos votos válidos, ligeiramente à frente de Dilma Rousseff (PT), que detinha 49%.
Curiosamente, a mesma configuração percentual foi registrada pelo instituto em 15 de outubro de 2026, agora na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ambos os cenários, a uma semana do segundo turno, mostram os candidatos tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na eleição de 2014, contudo, o quadro se inverteu significativamente. Dilma, que aparecia em segundo lugar nas pesquisas daquele momento, conseguiu reverter a desvantagem. A petista assumiu a liderança em levantamentos posteriores e saiu vitoriosa no segundo turno, realizado em 26 de outubro, com 51,64% dos votos válidos contra 48,36% de Aécio.
A virada de Dilma em 2014 se desenrolou nas semanas que antecederam a votação. Em 15 de outubro daquele ano, a diferença era de apenas dois pontos percentuais para Aécio.
Cinco dias depois, em 20 de outubro, Dilma já liderava com 52% contra 48%. Essa vantagem se ampliou para 53% contra 47% em 23 de outubro, e na véspera da eleição, em 25 de outubro, ela aparecia com 52% contra 48% de Aécio. O resultado final confirmou a tendência, com Dilma reeleita por uma margem de aproximadamente 3,5 milhões de votos.
A semelhança entre os levantamentos de 2014 e 2026, ambos registrando a divisão de 51% a 49% em 15 de outubro, a 11 dias do segundo turno, serve como um lembrete de que a dinâmica eleitoral pode mudar drasticamente nas etapas finais. Embora as circunstâncias políticas e o perfil dos eleitores sejam distintos em cada eleição, o desfecho de 2014 demonstra a possibilidade de alterações expressivas nas intenções de voto, mesmo em curto prazo, transformando uma desvantagem numérica em vitória nas urnas.
Com informações de: Congresso em Foco
