Em vídeo, Cootaero atribui confusão no Aeroporto de Teresina à atuação de transporte clandestino

A Cooperativa de Táxi do Aeroporto de Teresina (Cootaero) divulgou nesta terça-feira (26) um vídeo de manifestação pública em que se posiciona sobre a confusão registrada nas dependências do terminal da capital e atribui o episódio à atuação de condutores clandestinos que estariam operando de forma irregular no local. Na gravação, a cooperativa repudia a violência, nega qualquer incentivo a confrontos e cobra providências das autoridades contra o transporte clandestino.

.A manifestação ocorre após a repercussão do caso registrado na madrugada do último sábado (23), no Aeroporto de Teresina. Conforme divulgado anteriormente, um homem foi atingido com golpes de faca na região da clavícula e precisou ser socorrido ainda no terminal antes de ser encaminhado para atendimento hospitalar. A administração do aeroporto informou que acionou imediatamente os órgãos de segurança pública e reforçou que mantém campanhas permanentes de orientação contra o transporte clandestino.

Em nota divulgada após o episódio, a Cootaero afirmou que não apoia, incentiva ou compactua com qualquer forma de violência e destacou que defende o diálogo e a resolução de conflitos dentro da legalidade. A cooperativa também contestou informações que circularam nas redes sociais e declarou que o homem apontado por algumas publicações não integra o sistema regular de motoristas por aplicativo no aeroporto.

Segundo a cooperativa, o envolvido seria um condutor clandestino que atua irregularmente no terminal e que, de acordo com os cooperados, já vinha promovendo intimidações e ameaças há meses. A Cootaero afirmou ainda que boletins de ocorrência teriam sido registrados anteriormente relatando episódios semelhantes.

A cooperativa também rebateu a versão de que o conflito envolveria taxistas e motoristas de aplicativo legalizados. De acordo com a entidade, há convivência pacífica entre os profissionais regularizados que atuam no aeroporto e o problema estaria concentrado na presença de pessoas que captam passageiros fora dos canais autorizados.

“A disputa não é entre categorias. Há espaço para todos que trabalham dentro da legalidade. O que prejudica taxistas e motoristas de aplicativo é a atuação clandestina, sem autorização e sem fiscalização”, destacou a manifestação.

Outro ponto levantado pela cooperativa é o impacto econômico da atividade irregular. Segundo a Cootaero, os taxistas cooperados pagam taxas para operar dentro do terminal, enquanto os clandestinos atuariam sem qualquer custo e ainda abordariam passageiros diretamente nas áreas de embarque e desembarque.

A cooperativa afirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e prestando assistência aos profissionais ligados à entidade. Também reforçou um apelo para que órgãos de trânsito e segurança intensifiquem a fiscalização no aeroporto.

A administração do Aeroporto de Teresina, por sua vez, informou que a vítima recebeu os primeiros socorros ainda no terminal e reiterou que mantém diálogo contínuo com os órgãos de segurança e fiscalização para fortalecer ações preventivas e garantir a segurança de passageiros e trabalhadores.

Já entidades ligadas aos motoristas por aplicativo divulgaram nota de repúdio após o episódio, classificando a agressão como grave e cobrando investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes oficiais sobre a dinâmica da ocorrência nem confirmou se houve prisão relacionada ao caso. As circunstâncias seguem sob apuração.

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