
A campanha de Lula (PT) no Piauí terá como prioridade ampliar a votação do presidente no segundo turno, com mobilização nos 224 municípios. A estratégia foi discutida em reunião de alinhamento e defendida pelo ministro Wellington Dias e pelo deputado estadual João Mádison (MDB).
Wellington Dias afirmou que a meta é acrescentar de seis a oito pontos percentuais à votação obtida no primeiro turno, quando Lula recebeu cerca de 71% dos votos válidos no estado. O ministro citou como referência o desempenho de 2022, quando o petista alcançou aproximadamente 77% no segundo turno.

Segundo o ministro, a organização envolve contato direto com lideranças municipais e a realização de agendas locais. O trabalho buscará manter o apoio de quem já votou em Lula e mobilizar eleitores que se abstiveram ou não registraram voto válido no primeiro turno.
Dias destacou que o Piauí, assim como os estados do Norte e do Nordeste, tem papel estratégico na disputa presidencial. Ele também associou o apoio a Lula à continuidade de programas como Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular e aos investimentos federais em infraestrutura.
João Mádison afirmou que a campanha no estado é coordenada pelo senador Marcelo Castro (MDB) e deve contar com o envolvimento dos deputados estaduais e federais aliados ao governador Rafael Fonteles (PT). O parlamentar defendeu que a base governista intensifique a atuação junto ao eleitorado.

Na avaliação do deputado, os recursos e incentivos do governo federal têm contribuído para a administração estadual. Por isso, ele considera que a eleição presidencial terá impacto sobre a continuidade dos investimentos no Piauí.
Mádison disse ainda que a campanha deverá destacar programas como Bolsa Família e o auxílio para compra de gás, especialmente entre as famílias de menor renda. Para ele, esses benefícios são argumentos centrais na defesa da reeleição de Lula.
O deputado avaliou que a votação concentrada na escolha do presidente facilita a orientação dos eleitores. A prioridade, segundo ele, será estimular o comparecimento às urnas e ampliar o percentual de votos de Lula no Piauí.
