
A deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) revelou ter sido alvo de ameaças de violência sexual e outros tipos de agressão desde que intensificou sua participação na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A parlamentar relatou que os ataques, que incluem ofensas racistas e machistas, culminaram na exposição de seus dados pessoais, como endereço e número de telefone.
Ana Elisa interpretou a onda de ataques como um sinal da preocupação de seus opositores com sua atuação na campanha petista. Em suas palavras, a oposição “não estaria fazendo isso se não percebessem que, de fato, a gente pode mudar esse jogo e que a gente pode virar esse jogo”. As intimidações, segundo ela, se agravaram a partir de quarta-feira (7), com sua integração formal aos esforços eleitorais do segundo turno.
Em resposta às ameaças, o diretório estadual do PT em Minas Gerais ofereceu suporte à deputada, incluindo escolta e acompanhamento de segurança em seus deslocamentos, com uma proteção especial programada para sua chegada ao estado nesta sexta-feira (9).
Ana Elisa expressou confiança no compromisso do partido em garantir sua segurança e a da democracia, reconhecendo a importância de sua contribuição para a campanha presidencial. A deputada, eleita com mais de 524 mil votos, encontrou-se com Lula em Brasília na quarta-feira (7) para discutir a estratégia de comunicação da campanha.
Vale ressaltar que Ana Elisa já havia denunciado ameaças de morte e violência sexual durante sua campanha para a Câmara dos Deputados, incluindo mensagens de cunho racista atribuídas a um suposto membro da Ku Klux Klan, registradas em Divinópolis (MG) em setembro.
Com informações de: Congresso em Foco
