
Moradores de povoados da zona rural de Teresina, como Soinho, Santa Teresa e Cacimba Velha, relataram a presença de supostos advogados que percorrem comunidades oferecendo serviços para facilitar aposentadorias e outros benefícios previdenciários. A prática, apelidada de “arrastão”, tem levantado suspeitas de irregularidades e de captação ilegal de clientes.
Os profissionais abordam trabalhadores rurais prometendo acelerar processos contra o INSS mediante contratação de serviços advocatícios. O método chamou atenção de autoridades e advogados sérios da região, que veem risco de fraudes envolvendo documentos e até a participação de servidores públicos.
Recentemente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Esteio, que desarticulou um esquema milionário de concessão irregular de benefícios previdenciários. A investigação revelou o envolvimento de servidores do INSS e advogados, com prejuízos estimados em mais de R$ 6 milhões aos cofres públicos. O caso acendeu um alerta para situações semelhantes em outras localidades do Piauí.
Especialistas defendem que a OAB-PI, o Ministério Público Federal e a própria Polícia Federal intensifiquem a fiscalização para coibir a prática do “arrastão” e proteger os trabalhadores rurais, considerados o público mais vulnerável a esse tipo de abordagem.
Vale destacar que o cidadão não precisa de advogado para solicitar benefícios previdenciários. O pedido pode ser feito gratuitamente pelo aplicativo ou site Meu INSS, pelo telefone 135 ou diretamente em uma agência do instituto. A contratação de advogado só é necessária em casos de recurso judicial.
A denúncia reforça a necessidade de orientação e transparência para evitar que a população seja lesada por falsas promessas e práticas ilegais.

