Um cliente da academia localizada no bairro Aeroporto, em Teresina, denunciou o local por transfobia.
A acusação surgiu após a instalação de um aviso que restringe o uso do banheiro e vestiário feminino a “mulheres biológicas”. A academia justifica a medida citando a Lei Municipal nº 6.389/2026, que, segundo a empresa, determina a exclusividade desses espaços para mulheres de acordo com sua biologia.

O comunicado da academia alega que a restrição visa garantir a privacidade, segurança e intimidade das alunas, conforme previsto na legislação municipal. Essa decisão gerou forte repercussão, especialmente entre frequentadores e membros da comunidade LGBTQIA+, que contestam a constitucionalidade da lei e consideram a prática discriminatória.
O jornalista Felipe Farias, frequentador da academia, usou as redes sociais para relatar o ocorrido e classificar a atitude da empresa como transfóbica.
Ele argumenta que a norma municipal é inconstitucional e serve para perpetuar a exclusão de pessoas trans. “Empresas que adotam práticas que excluem ou discriminam grupos de pessoas precisam, sim, ser questionadas publicamente”, afirmou Farias, criticando ainda o bloqueio que sofreu nas redes sociais da academia após a publicação de suas críticas, o que, segundo ele, demonstra despreparo para o diálogo e a gestão de crises.
Até o momento, a academia não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias ou o bloqueio do cliente.
