Venda de carne de burro foi liberada após crise no setor bovino na Argentina

Em alguns casos, cortes comuns chegaram a ultrapassar 25 mil pesos por quilo, o que forçou uma mudança no comportamento de consumo.

A carne de burro não costuma ser consumida pelos argentinos, mas em meio à crise financeira vivida no país, algo que tem afetado a população e o setor bovino, ela se tornou uma opção de alimento. Inclusive, sua venda foi liberada pelo Ministério da Produção de Chubut, órgão governamental da província de Chubut, na Patagônia argentina. A prática segue normas sanitárias importantes.

De acordo com o portal Página 12, o aumento acelerado do preço da carne bovina transformou o produto em um item cada vez menos presente na mesa dos argentinos. Em alguns casos, cortes comuns chegaram a ultrapassar 25 mil pesos por quilo, o que forçou uma mudança no comportamento de consumo.

Crise no setor bovino muda hábitos alimentares

O impacto foi direto: famílias passaram a reduzir a compra de carne bovina, migrando inicialmente para opções mais baratas, como frango e carne suína. Ainda assim, o avanço da inflação fez com que até essas alternativas perdessem competitividade ao longo do tempo.

Em entrevista à Rádio 750, Gonzalo Moreira, dono de um açougue na cidade de Buenos Aires, citou que o consumo de carne bovina chegou a cair 20%, refletindo um cenário de pressão econômica mais ampla, marcado por inflação persistente e perda de poder de compra.

Carne de burro surge como alternativa mais barata

É nesse contexto que a carne de burro começa a aparecer no mercado. Comercializada pelo valor aproximado de 7.500 pesos o quilo, muito abaixo da carne bovina, ela surge como uma solução para consumidores que buscam manter o consumo de proteína animal mesmo com orçamento mais restrito.

A iniciativa partiu do produtor rural Julio Cittadini, idealizador do projeto “Burros Patagones” e rapidamente encontrou demanda. Em alguns casos, os estoques foram esgotados em pouco tempo, o que indica uma aceitação inicial acima do esperado, ainda que cercada de debate.

Fonte: portal TNH1

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS