MP investiga show de R$ 100 mil em Passagem Franca após banda cobrar R$ 40 mil em cidade vizinha

Diferença de R$ 60 mil na contratação do artista Fabinho Testado levanta suspeitas de superfaturamento com recursos públicos

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) instaurou investigação para apurar a contratação do artista “Fabinho Testado” pela Prefeitura de Passagem Franca do Piauí, administrada pelo prefeito Saulo Vinicius Rodrigues Saturnino, conhecido como Saulo Trajano. O foco é a suspeita de superfaturamento envolvendo recursos públicos.

O caso envolve o contrato nº 104/2025, firmado no valor de R$ 100.000,00 para apresentação do artista durante os festejos do município, realizados no dia 25 de julho de 2025. O extrato da contratação foi publicado no Diário Oficial das Prefeituras Piauienses na edição de 23 de julho de 2025, confirmando a formalização do acordo.

A investigação teve início após denúncia da vereadora Thaynara do Felipe, que apontou uma diferença expressiva no valor cobrado pelo mesmo artista em outra cidade da região. De acordo com documentos anexados ao processo, incluindo prints de conversas via WhatsApp apresentados no dia 29 de outubro de 2025, a banda teria cobrado R$ 40.000,00 para se apresentar no município de São Miguel da Baixa Grande, vizinho a Passagem Franca.

A discrepância de R$ 60 mil entre os dois contratos acendeu o alerta dos órgãos de controle, especialmente por se tratar do mesmo artista contratado em cidades próximas, o que levanta questionamentos sobre os critérios adotados na definição do valor pago pela gestão municipal.

Além das evidências apresentadas, também foi localizada a publicação oficial da contratação no Diário dos Municípios, reforçando a legalidade formal do processo, mas não afastando a necessidade de esclarecimentos sobre a composição do preço.

Diante dos indícios, o Ministério Público solicitou que a Prefeitura de Passagem Franca do Piauí apresente documentação detalhada que comprove a legalidade da contratação. Entre os itens exigidos estão os registros de pagamento, a identificação do destinatário dos recursos e a justificativa técnica para o valor contratado.

A investigação segue em andamento e tem como objetivo esclarecer se houve irregularidades no processo e possível prejuízo aos cofres públicos. Até o momento, não houve conclusão oficial sobre o caso.

De acordo com documentos anexados ao processo, incluindo prints de conversas via WhatsApp apresentados no dia 29 de outubro de 2025, a banda teria cobrado R$ 40.000,00 para se apresentar no município de São Miguel da Baixa Grande, vizinho a Passagem Franca.

Fonte: MP-PI

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