UE avalia limitar acordo comercial com Israel, diz Von der Leyen

Foto: Toby Melville

Em pronunciamento realizado nesta quarta-feira (10), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a intenção de suspender parcialmente o acordo de associação da União Europeia com Israel, em resposta à escalada da crise humanitária em Gaza. A medida representaria uma mudança histórica na postura da UE frente a Tel Aviv.

Segundo Von der Leyen, a suspensão atingiria, principalmente, aspectos comerciais do acordo, enquanto projetos de cooperação com a sociedade civil e instituições culturais, como o memorial Yad Vashem, seriam mantidos. A presidente europeia também propôs a criação de um grupo internacional de doadores destinado à reconstrução de Gaza.

“Estamos diante de uma crise humanitária sem precedentes, e a União Europeia não pode se omitir. Ao mesmo tempo, queremos preservar os canais de diálogo com a sociedade civil e com instituições de memória histórica”, afirmou Von der Leyen.

A proposta da Comissão Europeia inclui ainda a possibilidade de sanções contra ministros israelenses considerados extremistas, reforçando a pressão política sobre o governo de Tel Aviv. No entanto, a implementação das medidas enfrenta desafios, já que depende do apoio de uma maioria qualificada entre os Estados-membros. Países-chave, como Alemanha e Itália, ainda não manifestaram posição clara.

Especialistas apontam que a iniciativa marca um endurecimento na política europeia em relação a Israel, motivado pelo impacto das operações militares na Faixa de Gaza e pela necessidade de demonstrar compromisso com os princípios humanitários.

A reação internacional às declarações de Von der Leyen ainda está em formação, mas analistas destacam que a medida pode ter repercussões econômicas e diplomáticas significativas, especialmente no comércio bilateral entre a UE e Israel.

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