
O monitoramento eletrônico de um promotor de Justiça e de um ex-assessor investigados por suspeita de corrupção foi prorrogado por mais 90 dias no Piauí. A medida mantém os dois sob tornozeleira enquanto a ação penal avança para a fase de coleta de provas e depoimentos.
Os investigados respondem a acusações relacionadas a crimes contra a administração pública, entre eles a prática de concussão, que envolve a exigência de vantagem indevida. A apuração aponta que eles teriam cobrado propina de um empresário, em troca de favorecimento e arquivamento de procedimentos.
Mesmo com a prorrogação do monitoramento, outras medidas cautelares continuam em vigor. Os dois estão proibidos de acessar prédios do Ministério Público e de manter contato entre si, com testemunhas ou com servidores ligados ao caso.
O promotor permanece afastado das funções. Já o ex-assessor segue com restrições adicionais, como recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana, além de não poder deixar Teresina.
A decisão também fixa novos prazos para o cumprimento das medidas, que se estendem até agosto de 2026, enquanto o processo segue em tramitação.

