
O clima entre a administração do prefeito Dr. Silvio Mendes e os servidores municipais permanece tenso oito meses após o início de sua gestão. O sindicalista Sinésio questiona a justificativa apresentada pelo prefeito para a ausência de reajustes salariais.
Segundo Sinésio, o representante do IPMT confirmou que não há déficit nas contas da prefeitura, apenas parcelamentos de dívidas históricas, prática comum em gestões anteriores. “O prefeito usa isso como desculpa para não conceder reajuste aos servidores. Pela primeira vez na história, um gestor nega a revisão geral anual prevista na Constituição”, afirmou.
O sindicalista também criticou os aumentos salariais do prefeito e de sua equipe: 47,4% para o próprio salário do prefeito e 61,5% para os secretários, enquanto os servidores da saúde e da educação seguem acumulando perdas. “É um absurdo. Enquanto os trabalhadores sofrem com a desvalorização, a gestão aumenta seus próprios vencimentos”, disse.
Além disso, denúncias contra gestores da administração, como o ex-secretário de Educação Cléber Montezuma, foram ressaltadas. Montezuma responde a processos relacionados ao uso irregular de recursos do Fundef, com pedidos de devolução que podem chegar a R$ 44 milhões.
Em agosto, duas paralisações de 24 horas foram anunciadas por servidores da saúde: técnicos de patologia do Hospital Raul Bacelar e equipe de radiologia do HUT cobraram direitos trabalhistas não pagos. Segundo Sinésio, as categorias podem entrar em greve caso não haja uma resposta satisfatória da prefeitura.
O sindicalista reforçou que o sindicato seguirá com denúncias no Tribunal de Contas e ações contra casos de assédio moral. “Não vamos aceitar a truculência da gestão. Quem materializa o serviço público não é o prefeito, são os servidores”, concluiu.

