
A discussão sobre o reajuste salarial dos servidores municipais de Teresina ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (15), após trabalhadores irem até a Câmara Municipal para contestar o projeto enviado pela Prefeitura. O texto prevê aumento de 5,35%, mas deixou de fora parte das categorias.
O principal ponto de insatisfação é a ausência de 1.339 profissionais do grupo funcional básico, que reúne cargos como agentes de portaria, maqueiros, auxiliares de serviços gerais, copeiras e motoristas.
Esses servidores afirmam que a exclusão é injustificada, já que outras categorias com remuneração semelhante foram contempladas. O grupo lembra ainda que, recentemente, conseguiu a equiparação do salário ao mínimo, após aprovação de medida no Legislativo.
Diante da pressão, a tramitação do projeto mudou. A proposta, que poderia ser votada em regime de urgência, agora será analisada com mais calma nas comissões da Câmara, abrindo espaço para negociações.
A possibilidade de ajustes no texto já é discutida entre os vereadores. Uma das alternativas é a apresentação de uma emenda para garantir a inclusão dos trabalhadores que ficaram de fora.
Representantes do Legislativo indicaram que haverá diálogo entre parlamentares, Prefeitura e servidores antes da votação final. A expectativa é que o projeto seja definido até a próxima semana e, se aprovado, passe a valer a partir de maio.

