Reportagem liga senador Ciro Nogueira a líderes do PCC; parlamentar nega e solicita investigação da PF

Foto: Divulgação/Senado Federal

Uma reportagem publicada no último domingo (31/08/2025) pelo portal ICL Notícias afirmou que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) teria recebido uma sacola com dinheiro vivo enviada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, ambos apontados pela Polícia Federal como líderes de um esquema criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a publicação, a entrega teria ocorrido em agosto de 2024, no gabinete do senador em Brasília.

Em nota oficial, Ciro Nogueira negou qualquer envolvimento com os líderes do PCC e enviou um ofício ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, solicitando investigação imediata pela Polícia Federal. No documento, o senador afirmou que “essas pessoas jamais estiveram em meu gabinete” e colocou seus sigilos telefônico, bancário e fiscal à disposição das autoridades para comprovar sua inocência.

O parlamentar também classificou o portal ICL Notícias como um “site de pistoleiros” e reforçou que as acusações são “absolutamente mentirosas”.

O episódio está inserido no contexto da Operação Carbono Oculto, investigação que apura um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis, supostamente ligado ao PCC. A operação envolve mais de mil postos de combustíveis, movimentando R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com um prejuízo estimado de R$ 8,6 bilhões em sonegação de impostos.

Fontes próximas ao senador afirmam que as denúncias carecem de provas concretas e indicam a possibilidade de perseguição política. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha de perto as investigações, que já mencionam outros seis congressistas.

As autoridades da Polícia Federal ainda não se manifestaram oficialmente sobre a apuração relacionada ao senador. Especialistas em direito eleitoral e criminal alertam que, caso confirmadas as acusações, elas podem resultar em graves implicações legais, incluindo abertura de inquéritos criminais e investigação de crimes financeiros e corrupção.

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