
O Parlamento do Reino Unido aprovou, na terça-feira (21), um projeto de lei que estabelece a proibição da venda de cigarros para pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. A proposta segue agora para sanção do rei Charles III, que já manifestou apoio à medida.
A iniciativa é considerada uma das mais rígidas já adotadas no mundo no combate ao tabagismo. O texto cria um modelo de restrição progressiva, no qual a idade mínima para compra de cigarros será elevada ao longo dos anos, impedindo que essa parcela da população tenha acesso legal ao produto em qualquer fase da vida.
Na prática, a legislação não altera a situação de quem já pode comprar cigarro atualmente, mas estabelece uma barreira permanente para as novas gerações. A estratégia tem como foco reduzir o número de fumantes no longo prazo e evitar que jovens iniciem o consumo de nicotina.
Além da restrição à venda de cigarros tradicionais, o projeto também prevê medidas mais duras contra dispositivos eletrônicos, como os cigarros eletrônicos (vapes), incluindo possíveis limitações na comercialização e na oferta de sabores.
Autoridades britânicas afirmam que a proposta pode contribuir significativamente para a redução de doenças relacionadas ao tabagismo e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde no futuro.
Apesar da proibição na venda, o texto não criminaliza o ato de fumar, mantendo o consumo permitido dentro das regras já existentes.
Após a sanção real, a medida deverá ser implementada de forma gradual, consolidando a estratégia do país de formar uma geração livre do tabaco.

