Profissional de rádio é retirado de cabine e narra jogo da arquibancada no Estádio Lindolfo Monteiro

Frank Sobrinho, que há anos utiliza as cabines de transmissão, foi retirado do espaço que era da imprensa

Uma situação considerada absurda e revoltante marcou a cobertura do jogo entre CAP e Cori-Sabbá, na tarde deste domingo (24), no Estádio Municipal Lindolfo Monteiro. O profissional de rádio Frank Sobrinho, que há anos utiliza as cabines de transmissão, foi retirado do espaço e obrigado a narrar a partida diretamente da arquibancada, enquanto integrantes do clube ocupavam as cabines.

Segundo o relato do radialista, a cabine tradicionalmente utilizada por ele — local onde sempre trabalhou e prestou serviço — apareceu fechada e adesivada com a logomarca do CAP (Clube Atlético Piauiense). No entanto, o espaço não estava sendo usado para transmissão, mas ocupado por membros da diretoria e torcedores, que estariam consumindo bebida alcoólica no local.

Na foto uma lata de cerveja na cabine ocupada por membros da diretoria e torcedores

“É um completo desrespeito. Profissionais de rádio precisam das cabines para trabalhar. Quem vai apenas torcer deve ficar na arquibancada. Aqui foi o contrário: o narrador ficou na arquibancada e o pessoal do clube dentro das cabines”, desabafou o radialista.

A denúncia aponta ainda que o clube, por ter investido recursos no estádio, estaria se sentindo no direito de retirar emissoras que atuam há anos em prol do futebol piauiense, substituindo o espaço por uso interno, sem finalidade técnica ou profissional.

Frank Sobrinho informou que está sendo articulada uma reunião para discutir o problema das cabines, inicialmente com a associação e, posteriormente, com a Semel ou a Secretaria Estadual de Esportes. No entanto, os profissionais defendem que a solução deveria ser imediata e contar com a participação direta do poder público, já que o problema já está instalado.

“O erro é discutir isso só entre nós. A Semel precisa estar envolvida desde já. O problema é agora e precisa ser resolvido agora”, reforçou o comunicador.

O caso levanta um debate sério sobre o respeito à imprensa esportiva, o uso indevido de estruturas públicas e a necessidade de regras claras para o funcionamento das cabines de transmissão nos estádios do Piauí.

O Portal Atualize informa que o espaço permanece aberto para manifestações do CAP e da Semel, citados nesta matéria.

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