PRF Piauí: embriaguez ao volante persiste como desafio apesar de redução

Entre janeiro e 27 de outubro deste ano, a PRF contabilizou ainda 620 autos de infração por recusa ao teste do bafômetro

Com a chegada de mais um feriado prolongado no Piauí, que une o Dia do Servidor Público e o Dia de Finados, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensifica o alerta sobre a embriaguez ao volante.

Apesar de uma diminuição significativa nas prisões relacionadas a essa infração em 2026 em comparação com o ano anterior, a prática ainda representa uma preocupação considerável nas rodovias federais do estado.

Entre 1º de janeiro e 27 de outubro de 2026, a PRF registrou 127 detenções por dirigir sob efeito de álcool, um número consideravelmente menor que as 189 prisões efetuadas no mesmo período de 2025, indicando uma redução aproximada de 32,8%.

Essa tendência de queda também se reflete no número de testes de alcoolemia realizados, com 91.893 bafometros aplicados este ano contra 100.651 no ano passado (redução de 8,7%). As autuações por condução sob influência de álcool também caíram drasticamente, de 317 para 130, uma diminuição de quase 59%.

O inspetor Wenes Alexandre, da PRF, atribui a redução a diversos fatores, sem apontar uma causa única. Paralelamente, os dados revelam um número expressivo de recusas ao teste do bafômetro: 620 infrações foram registradas no mesmo período.

O inspetor esclarece que a recusa, embora administrativa, acarreta penalidades como a suspensão da CNH por 12 meses e multa de quase R$ 3 mil, e o veículo só é liberado com outro condutor habilitado e sem sinais de embriaguez.

Ele também detalha que a penalização criminal por embriaguez ao volante ocorre a partir de 0,34 mg/l no bafômetro ou quando o condutor, mesmo se recusando ao teste, apresenta sinais claros de alteração psicomotora, como olhos vermelhos, fala alterada e desorientação, podendo resultar em prisão em flagrante.

Alexandre reforça que o consumo de álcool compromete severamente reflexos, julgamento e tempo de reação, elevando o risco de acidentes graves, especialmente durante períodos de maior fluxo nas estradas.

Ele apela à conscientização dos motoristas, sugerindo alternativas seguras como táxis, aplicativos de transporte ou a designação de um motorista da rodada para evitar que a combinação de álcool e direção resulte em tragédias, com especial atenção aos motociclistas, que são particularmente vulneráveis.

Com informações de: Cidade Verde

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