Paralisação no Raul Bacellar cobra melhores condições e reajuste salarial

Servidores do Laboratório Raul Bacelar realizam paralisação nesta terça-feira (26) para cobrar melhores condições de trabalho, gratificações e reajuste salarial defasado desde 2015.

Trabalhadores do Laboratório Raul Bacellar, em Teresina, realizaram nesta terça-feira (26) uma paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho, gratificações e reajuste salarial. A mobilização reúne profissionais que atendem à demanda de exames de toda a rede municipal de saúde, incluindo hospitais, UPAs, unidades básicas de saúde e a zona rural da capital.

De acordo com Denile Castro, servidora com 14 anos de atuação no laboratório, a principal motivação da paralisação é a sobrecarga de trabalho. “Saíram cerca de 20 técnicos entre aposentadorias e exonerações, e não foram substituídos. Ficamos com menos profissionais para a mesma quantidade de serviços”, explica.

Além da falta de servidores, os trabalhadores reivindicam o pagamento da gratificação laboratorial do Raul Bacellar, a gratificação de urgência e emergência do HUT, e o reajuste salarial, que não é atualizado desde 2015. Segundo Denile, a remuneração inicial da categoria é de R$ 1.497, enquanto o salário inicial dos técnicos de enfermagem é de R$ 1.900, uma diferença de mais de R$ 500.

“Com a paralisação, infelizmente, a população poderá ser prejudicada, mas é preciso que a gestão valorize nossa classe. Não estamos pedindo privilégios, apenas condições adequadas para realizar nosso trabalho e sermos reconhecidos como profissionais”, destaca Denile.

O Laboratório Raul Bacellar atende atualmente mais de 92 unidades básicas de saúde, além de hospitais e UPAs, garantindo exames laboratoriais essenciais para a população da capital e da zona rural de Teresina. A paralisação, segundo os servidores, é uma forma de chamar atenção para a necessidade de melhorias urgentes na infraestrutura e valorização da categoria.

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