Paciente oncológico enfrenta dificuldades para conseguir atendimento pelo Iaspi Saúde em Teresina

Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (Iaspi)

Um paciente oncológico de 77 anos enfrentou dificuldades para obter atendimento médico de urgência em Teresina após apresentar febre, desidratação e falta de apetite. Segundo relato da filha, Flávia, hospitais da capital teriam se recusado a receber o paciente por meio do plano Iaspi Saúde/Plamta, situação que gerou preocupação da família diante do agravamento do quadro clínico.

De acordo com Flávia, a busca por atendimento começou quando o pai, que está em tratamento contra o câncer e já passou por sessões de quimioterapia, apresentou sintomas que exigiam avaliação médica imediata. A família procurou inicialmente o Hospital São Marcos, onde teria sido informada de que não seria possível realizar o atendimento pelo plano de saúde.

Em seguida, o paciente foi levado a outras unidades. No Hospital de Terapia Intensiva (HTI), segundo a família, teria sido oferecido apenas atendimento na urgência, sem possibilidade de internação. A procura por assistência continuou até o Hospital São Paulo.

“Disseram que não podiam receber um paciente oncológico por ordem superior. Eu explicava que ele estava com febre, desidratado e sem conseguir se alimentar. A gente só precisava de atendimento médico”, relatou Flávia.

Ainda segundo ela, após insistência e uma consulta da equipe de recepção com a enfermagem, o paciente foi avaliado por um médico. Foram solicitados exames de tomografia, sangue e urina, além da administração de soro e medicação para controle da febre. Após o atendimento, ele recebeu alta e retornou para casa.

A situação gerou apreensão na família, que afirma ter encontrado dificuldades para conseguir assistência em diferentes hospitais credenciados ao plano. Flávia teme que outros beneficiários em condições semelhantes enfrentem os mesmos obstáculos.

Procurado pela reportagem, o Iaspi Saúde informou que os pagamentos à rede credenciada estão em dia e negou que exista interrupção de atendimentos por falta de repasses financeiros. Segundo o instituto, os hospitais conveniados estão operando próximos ao limite da capacidade devido ao aumento dos casos de viroses.

“O pagamento da rede credenciada Iaspi Saúde/Plamta está em dia, não havendo interrupção ou não atendimento por falta de pagamento. O que verificamos neste momento é que os hospitais trabalham no limite da capacidade de atendimento por conta do aumento do número de viroses. Inclusive, mesmo as urgências estão trabalhando no limite de sua capacidade”, informou o órgão em nota.

O instituto acrescentou que antecipou o pagamento referente ao mês de março, realizando o repasse em 10 de junho, dentro das previsões contratuais firmadas com a rede credenciada.

Apesar da explicação apresentada pelo Iaspi, a família sustenta que a dificuldade enfrentada ocorreu justamente no momento em que o paciente necessitava de assistência urgente. “Meu pai estava com febre, sem se alimentar e desidratado. Não era uma situação para ficar em casa esperando”, afirmou Flávia.

O caso reacende o debate sobre o acesso dos usuários do plano estadual aos serviços hospitalares em Teresina, especialmente em situações de urgência envolvendo pacientes idosos e com doenças graves.

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