Motociclistas com carteira assinada passam a receber adicional de 30% por periculosidade

A regra não se aplica a todos os motociclistas. Profissionais que atuam por aplicativos, por não possuírem vínculo formal de emprego, não têm direito ao adicional.

Passou a valer ontem, sexta-feira (3) o adicional de periculosidade para motociclistas que trabalham com carteira assinada em todo o país. A medida garante um acréscimo de 30% sobre o salário-base para profissionais que utilizam motocicleta no exercício da atividade laboral.

O benefício é destinado a trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como entregadores e motoboys. A regulamentação considera que o uso de motocicleta em vias públicas expõe esses profissionais a riscos elevados no trânsito.

regra, no entanto, não se aplica a todos os motociclistas. Profissionais que atuam por aplicativos, por não possuírem vínculo formal de emprego, não têm direito ao adicional. Também ficam de fora aqueles que utilizam motocicleta apenas no deslocamento entre casa e trabalho ou em atividades realizadas exclusivamente dentro de áreas privadas.

O pagamento do adicional está previsto em portaria do Ministério do Trabalho, que classifica como perigosas as atividades desempenhadas com motocicleta em vias públicas. Para a concessão do benefício, cada empresa deverá elaborar um laudo técnico que comprove a condição de periculosidade.

O documento precisa ser produzido por um médico do trabalho ou engenheiro de segurança, responsável por avaliar se o funcionário se enquadra nos critérios estabelecidos pela norma. A medida é vista como um reconhecimento aos trabalhadores que enfrentam diariamente o trânsito e estão mais expostos a acidentes no exercício de suas funções.

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS