Morre em Brasília o ex-ministro Raul Jungmann, aos 73 anos

Foto: Redes sociais

Faleceu neste domingo (18), em Brasília, o ex-ministro Raul Jungmann, aos 73 anos. Ele enfrentava um câncer no pâncreas e estava em tratamento médico desde o ano passado. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), instituição que ele presidia desde 2022.

Nos últimos meses, Jungmann passou por períodos alternados de internação e recuperação. Após receber alta no fim de 2025, voltou a ser hospitalizado dias depois e, novamente internado neste sábado (17), não resistiu ao agravamento do quadro clínico.

Natural de Pernambuco, Raul Jungmann construiu uma longa trajetória na política nacional, com atuação marcante tanto no Legislativo quanto no Executivo federal. Ao longo da carreira, ocupou posições estratégicas em diferentes governos, tornando-se um dos poucos políticos brasileiros a comandar quatro ministérios.

Durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente das áreas de Política Fundiária e Desenvolvimento Agrário. Anos depois, no governo Michel Temer, assumiu o Ministério da Defesa e, posteriormente, foi escolhido para liderar a recém-criada pasta da Segurança Pública, em um dos períodos mais sensíveis da área no país.

À frente dessas funções, coordenou ações federais voltadas ao enfrentamento da criminalidade e à preservação da ordem pública, incluindo operações autorizadas por decretos de Garantia da Lei e da Ordem em estados que enfrentavam crises na segurança.

Sua atuação política teve início ainda na juventude, com participação em movimentos partidários que marcaram o período de redemocratização. Ao longo dos anos, integrou diferentes legendas, acompanhando as mudanças do cenário político brasileiro.

No Legislativo, foi eleito deputado federal por Pernambuco em 2002, sendo reconduzido ao cargo em 2006. Posteriormente, exerceu mandato como vereador do Recife e voltou a disputar cargos eletivos nas eleições seguintes. Também teve participação ativa em comissões parlamentares e debates nacionais de grande repercussão.

Além da vida parlamentar, Jungmann presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ampliando sua experiência na área ambiental e administrativa.

Nos últimos anos, já afastado da política partidária, passou a atuar no setor mineral. À frente do IBRAM, defendeu o fortalecimento institucional da mineração brasileira, com foco em sustentabilidade, inovação e responsabilidade social.

Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. A despedida será realizada em cerimônia restrita, apenas para familiares e amigos, na capital federal.

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