
O jornalismo brasileiro perdeu nesta terça-feira (2) um de seus maiores nomes. O jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta faleceu em São Paulo, aos 91 anos, após enfrentar problemas de saúde que o levaram a internações recorrentes no último ano. Ele estava há duas semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Gênova, na Itália, em 6 de setembro de 1933, Mino Carta chegou ao Brasil ainda jovem e construiu uma carreira que se confunde com a própria história da imprensa nacional.
Mino participou da criação de alguns dos veículos mais importantes do país. Foi um dos fundadores do Jornal da Tarde e teve papel decisivo na consolidação de revistas como Quatro Rodas, Veja e IstoÉ. Em 1994, lançou aquele que seria seu projeto mais emblemático: a revista CartaCapital, da qual permaneceu como diretor de redação até o fim da vida.
Com estilo crítico, ousado e independente, tornou-se uma referência no jornalismo político e cultural, sempre disposto a desafiar estruturas de poder e a defender a apuração rigorosa dos fatos.
A CartaCapital, em nota, destacou que a trajetória de Mino Carta se confunde com a própria história do jornalismo brasileiro, ressaltando seu compromisso com a verdade factual, a ética profissional e a coragem diante de governos, instituições e interesses econômicos.
Mino deixa um legado que ultrapassa gerações de jornalistas, sendo lembrado como mestre, formador de opinião e símbolo de resistência no jornalismo nacional.
O velório e os detalhes sobre o sepultamento ainda não foram divulgados pela família.

