Milhões de pessoas são portadoras da bactéria causadora da tuberculose sem saber

Doença é causada pela Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Foto: Dr_Microbe/Adobe Stock

Todo dia 24 de março se comemora o Dia Mundial da Tuberculose. E, no entanto, é uma data que passa quase despercebida, talvez porque muitos a vejam como uma doença do passado. Algo distante, associado a outra época, a romances ou a contextos muito específicos.

Mas a realidade é muito menos confortável: a tuberculose continua sendo uma das principais causas de morte. E, surpreendentemente, coexiste silenciosamente com muitos de nós. Doença é causada pela Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Foto: Dr_Microbe/Adobe Stock

Uma bactéria que vive em milhões de pessoas

Estima-se que uma em cada quatro pessoas no planeta tenha em seu organismo a bactéria causadora da tuberculose. Sim, uma em cada quatro.Na maioria dos casos o organosmo permanece adormecido. Não causa sintomas, não é facilmente detectado e não gera doença. É o que se conhece como infecção latente.

Mas essa aparente tranquilidade é enganosa. Em determinadas circunstâncias — por exemplo, quando o sistema imune fica enfraquecido —, a bactéria pode se ativar e provocar uma doença que afeta principalmente os pulmões, mas que também pode comprometer outros órgãos.

Isso significa que a tuberculose não é apenas um problema para quem adoece: é uma infecção amplamente disseminada, uma espécie de “reserva silenciosa” global que pode se reativar a qualquer momento.

Problema global, e profundamente desigual

EM 2021 foram registrados quase 10 milhões de novos casos com mais de 1,5 milhões de mortes causadas por essa doença no mundo. São números impressionantes, mas que, por si sós, não contam toda a história. O mais importante é como eles se distribuem.

A tuberculose não afeta a todos da mesma forma. Em muitos países de renda alta, a incidência da doença tem diminuído de forma sustentada nas últimas décadas. É pouco frequente, geralmente é diagnosticada precocemente e o tratamento está disponível.

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Por outro lado, em regiões da África, Ásia e América Latina, continua sendo uma realidade cotidiana. Nesses locais, fatores como superlotação, pobreza e desnutrição ou acesso limitado aos serviços de saúde favorecem a transmissão e a progressão da doença.

Em outras palavras, a tuberculose não é apenas uma infecção: é também um reflexo das desigualdades globais.

Fonte: The Conversation

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