Itaú: banco ressarcirá clientes por cobranças indevidas após 14 anos

O banco admitiu que cobrava pequenos valores todos os meses na fatura de cartões de crédito por serviços não contratados ou nem sequer solicitados pelos correntistas.

O Itaú Unibanco firmou um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) para devolver valores cobrados indevidamente de seus clientes ao longo de 14 anos.

A prática envolvia a cobrança de serviços não solicitados, com restituições previstas para ocorrerem até 2028, sem acréscimo de juros ou correção monetária. A confissão da irregularidade por parte do banco foi um ponto central para o estabelecimento das condições de ressarcimento.

Para ter direito ao reembolso, os consumidores precisam comprovar que não contrataram os serviços em questão e que registraram a reclamação em canais oficiais do banco até dezembro de 2023.

O Itaú admitiu ter incluído em faturas de cartão de crédito pequenos valores mensais referentes a serviços não contratados, utilizando estratégias para dificultar a identificação, o cancelamento e incentivar o pagamento dessas cobranças.

Embora o montante exato arrecadado pelo banco com essa prática seja difícil de precisar, estimativas baseadas em valores médios cobrados (entre R$ 10 e R$ 30) e na vasta base de clientes do Itaú, que supera 100 milhões, sugerem cifras bilionárias. Uma análise aponta que, se apenas 10% dos clientes foram afetados, com uma média de R$ 20 por mês, o banco pode ter lucrado R$ 33,6 bilhões nesse período.

Com informações de: Metrópoles

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