
O governo federal decidiu zerar o imposto de importação de 970 produtos diante da ausência de fabricação nacional ou da oferta insuficiente para atender à demanda interna. A medida foi aprovada na quinta-feira (26) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).
Entre os itens contemplados estão medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. A lista também inclui insumos agrícolas, como fungicidas e inseticidas, matérias-primas para a indústria têxtil, lúpulo usado na produção de cerveja e produtos voltados à nutrição hospitalar.
Além disso, cerca de 200 produtos das áreas de informática e eletrônicos tiveram a alíquota de importação zerada. Esses itens haviam sido recentemente taxados com o objetivo de estimular a indústria nacional, mas o setor produtivo argumentou que a produção interna não é suficiente, o que poderia provocar aumento de custos e risco de desabastecimento.
De acordo com o governo, a iniciativa busca equilibrar a proteção à indústria brasileira com a necessidade de garantir o abastecimento de setores dependentes de importações. A expectativa é reduzir custos para empresas e, consequentemente, amenizar impactos nos preços ao consumidor, especialmente em um cenário de pressões nas cadeias globais de produção.
Na mesma reunião, o colegiado também aprovou a aplicação de medidas antidumping por um período de cinco anos sobre a importação de etanolaminas provenientes da China e de resinas de polietileno originárias dos Estados Unidos e do Canadá. A ação tem como objetivo evitar a entrada de produtos comercializados a preços abaixo do valor de mercado, protegendo a indústria nacional.
Ainda segundo o governo, no caso das resinas, os valores do direito antidumping foram ajustados para níveis equivalentes aos aplicados provisoriamente nos últimos seis meses, a fim de evitar impactos adicionais sobre setores que utilizam esses insumos.

