Elefante pintado de rosa em ensaio gera indignação e investigação na Índia

 

Autoridades apuram possíveis irregularidades após repercussão internacional nas redes

O uso de um elefante pintado de rosa em um ensaio fotográfico provocou forte repercussão e levou autoridades da Índia a abrirem investigação sobre o caso. As imagens, feitas na cidade de Jaipur, viralizaram nas redes sociais e desencadearam críticas de ativistas e internautas.

A responsável pelo ensaio é a fotógrafa russa Julia Buruleva, radicada em Barcelona. Ela utilizou um elefante de 65 anos, chamado Chanchal, que foi pintado de rosa para a produção artística realizada em novembro de 2025, durante uma expedição de seis semanas.

A reação negativa foi imediata. Ativistas de defesa dos animais acusaram a fotógrafa de maus-tratos, e comentários nas redes sociais classificaram o trabalho como abuso. Entre as críticas mais curtidas, usuários afirmaram que a liberdade criativa não pode justificar práticas consideradas irresponsáveis.

Ela também argumentou que a pintura de elefantes faz parte do contexto cultural local, sendo comum em cerimônias e no cotidiano de Jaipur. Para a artista, é necessário diferenciar situações de maus-tratos reais de interpretações baseadas em suposições.

Khan informou ainda que o elefante morreu em fevereiro, por causas naturais associadas à idade. A fotógrafa disse ter sido comunicada sobre a morte e afirmou que não houve relação com o ensaio.

Diante da repercussão, autoridades do departamento florestal indiano iniciaram uma apuração para verificar se houve autorização para o ensaio e se as normas de bem-estar animal foram respeitadas.

 

Fonte: R-7

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