
Na manhã desta terça-feira (9), catadores de lixo realizaram uma manifestação em frente ao aterro sanitário localizado na zona Sul de Teresina, em protesto contra o encerramento das atividades no local. O grupo teme que a diminuição da entrada de lixo domiciliar prejudique a renda de trabalhadores que dependem da atividade.
O coordenador Municipal de Direitos Humanos, Miranda Neto, esteve no aterro para dialogar com os catadores. Segundo ele, o aterro não teve suas atividades encerradas, o projeto de transição ainda não está em execução, e os caminhões continuam realizando descarte no local, embora com fluxo reduzido.
Durante a manifestação, houve a queima de lixo próximo ao aterro. A Guarda Municipal de Teresina e a Polícia Militar estiveram presentes para acompanhar o protesto e garantir a segurança no local.
A Prefeitura de Teresina planeja remanejar o lixo domiciliar para os aterros de Nazária e Altos, ambos no interior do Piauí. Atualmente, o aterro da zona Sul funciona com dois turnos de catadores, com atuação de aproximadamente 300 trabalhadores. Durante a manifestação, a entrada de caminhões foi bloqueada desde as 7h da manhã.
Um dos catadores, Rodrigo, explicou que a transferência do aterro também enfrenta resistência de outros trabalhadores da reciclagem. Segundo ele, há preocupação com a distância e a logística do transporte do material:
“O pessoal da reciclagem está nos impedindo de entrar no aterro para descarregar os caminhões. Acabou de parar agora a coleta seletiva na rua.”
O protesto evidencia a preocupação dos catadores com o impacto econômico que a redução do fluxo de lixo domiciliar pode causar às famílias que dependem do aterro para seu sustento, além de levantar discussões sobre alternativas para a manutenção do trabalho e da coleta seletiva na cidade.


