
Cerca de 61 mil beneficiários do Bolsa Família em Teresina ainda precisam realizar o acompanhamento de saúde referente ao segundo semestre de 2026. Segundo a Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), a cobertura está em 56,6%. O prazo informado pelo município termina em 31 de dezembro.
A coordenadora das condicionalidades do programa na Semcaspi, Ivana Barbosa, orienta as famílias a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência antes das festas de fim de ano. De acordo com ela, mais de 75 mil famílias recebem o benefício na capital. As 61 mil pendências, porém, correspondem a pessoas que precisam passar pelo acompanhamento, e não ao número de famílias.
O monitoramento é realizado a cada semestre e envolve a verificação da vacinação e do estado nutricional das crianças menores de sete anos, além do acompanhamento pré-natal das gestantes. No atendimento infantil, os profissionais registram peso e altura e conferem a caderneta de vacinação.
Ivana explica que mulheres de 14 a 44 anos também integram o público acompanhado pelas equipes de saúde. A orientação é que compareçam à UBS para avaliação e atendimento. No caso das gestantes, o pré-natal deve seguir a frequência indicada pela equipe, com os registros atualizados.
Para realizar o acompanhamento, os beneficiários devem levar documento de identificação, especialmente o CPF, e a caderneta de vacinação das crianças. Ao chegar à unidade, é necessário informar que a família participa do Bolsa Família para que o atendimento seja registrado no acompanhamento do programa.
Segundo a coordenadora, quem tem dúvida sobre a realização dos procedimentos neste semestre também deve procurar a UBS. A equipe de saúde pode consultar os registros e verificar se há alguma pendência. O atendimento feito no primeiro semestre não substitui o acompanhamento do período atual.
O descumprimento das condicionalidades pode provocar repercussões no pagamento. Pelas regras do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o processo começa com uma advertência, sem alteração no benefício. A reincidência pode resultar em bloqueio, suspensão e, em situações persistentes, cancelamento, conforme o histórico da família e os critérios do programa.
Caso receba uma notificação e identifique erro no registro ou tenha justificativa para o descumprimento, o responsável familiar pode apresentar recurso ao setor municipal do Bolsa Família, dentro do prazo informado para análise.
