O asteroide Bennu, com seus 500 metros de diâmetro e 74 milhões de toneladas, é um corpo celeste de grande interesse científico, não apenas por sua composição rica em carbono e água, cujas amostras foram trazidas à Terra pela missão OSIRIS-REx e oferecem pistas sobre a origem da vida.
A NASA monitora Bennu de perto devido à sua órbita, que o aproxima periodicamente do nosso planeta. Embora exista uma chance remota de 1 em 2.700 – ou 0,037% – de um impacto em 24 de setembro de 2182, a agência espacial assegura que o risco é considerado muito baixo.
As projeções atuais sobre a trajetória de Bennu são baseadas em modelos matemáticos que podem ser refinados com novas observações. A missão OSIRIS-REx, que coletou 121,6 gramas de material do asteroide em 2020 e retornou à Terra em setembro de 2023, já contribuiu para reduzir incertezas em seus cálculos orbitais. Bennu pertence ao grupo de asteroides próximos da Terra (NEAs) e chega a se aproximar a cerca de 299 mil quilômetros do nosso planeta.
Uma passagem importante ocorrerá em 25 de setembro de 2135, quando a interação gravitacional com a Terra poderá refinar ainda mais as previsões para o século XXII.
Cientistas também investigam a possibilidade de Bennu atravessar uma “fechadura gravitacional”, que poderia, em teoria, desviá-lo para uma rota de colisão futura, embora essa hipótese represente uma pequena fração dos cenários estudados. Um impacto hipotético com um corpo de tamanho similar ao de Bennu teria consequências catastróficas.
Além da destruição local, o lançamento de 100 a 400 milhões de toneladas de poeira na atmosfera poderia desencadear um “inverno de impacto” global, com queda drástica de temperatura, redução de chuvas e diminuição da fotossíntese.
Em um cenário extremo, a temperatura média global poderia cair 4°C, a precipitação diminuir 15% e a camada de ozônio perder 32% de sua espessura, acompanhada por ondas de choque, terremotos e incêndios.

Com informações de: Tech ao Minuto
