
Na manhã desta segunda-feira (13), estudantes do Liceu Piauiense realizaram uma manifestação em frente à unidade de ensino, em Teresina, cobrando melhorias urgentes na estrutura física da escola.
O ato, organizado pelos próprios alunos e com apoio de parte do corpo docente, expõe um problema antigo – e já acompanhado desde o início pelo Portal Atualize, a partir da denúncia de um estudante sobre as condições precárias da instituição.
Conforme já noticiado anteriormente, relatos apontam para uma rotina marcada por infiltrações nas salas, aulas sob goteiras em períodos de chuva, presença de mofo, aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento e quedas frequentes de energia. A denúncia inicial, enviada por um aluno, já indicava que a situação não era recente, mas sim recorrente e ignorada ao longo do tempo.
Durante o protesto desta segunda-feira, novos registros reforçaram o cenário. Vídeos feitos pelos próprios estudantes mostram salas alagadas e danos visíveis na estrutura física da escola, evidenciando a persistência dos problemas denunciados.
“Tem dia que a gente precisa escolher onde sentar para não se molhar”, relatou uma estudante durante a manifestação.
O movimento cobra providências da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a apresentação de um plano concreto de intervenção. Para os alunos, a precariedade da estrutura ultrapassa o desconforto e atinge diretamente o direito à educação em condições dignas.
O caso se soma a outros já registrados no estado, nos quais falhas estruturais deixam de ser pontuais e passam a compor um quadro mais amplo de ausência de manutenção nas escolas públicas. A recorrência das denúncias reforça a necessidade de respostas efetivas e fiscalização contínua.
Na semana passada, em resposta aos questionamentos do Portal Atualize, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que está ciente da situação na unidade e que uma equipe técnica havia sido acionada para adotar as providências necessárias. Segundo o órgão, uma empresa de manutenção predial foi enviada ao local para realizar a revisão elétrica e corrigir infiltrações pontuais.
De acordo com a Seduc, os serviços de reparo deverão ser concluídos até o final do mês de abril. A pasta destacou ainda que, desde 2023, a escola já recebeu investimentos superiores a R$ 1,3 milhão.

