O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu adiar, na segunda-feira (21 de setembro), o julgamento sobre a greve nacional dos Correios. O presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho, remarcou a sessão para a próxima quinta-feira (24 de setembro), às 15h30, após a apresentação de novos documentos pelos Correios.
A justificativa para o adiamento, segundo o ministro, foi a juntada de documentos pelos Correios na noite de sexta-feira (18 de setembro), o que não permitiu tempo suficiente para a manifestação das federações de trabalhadores. Vieira de Mello Filho concedeu um prazo de 48 horas para que os representantes dos trabalhadores analisem e se pronunciem sobre as novas informações, ressaltando que seria “temerário” tomar uma decisão sem essa análise prévia, em respeito ao devido processo legal.
Uma tentativa do ministro Ives Gandra Martins Filho de propor a suspensão da greve durante o início do julgamento foi refutada por Vieira de Mello Filho, que priorizou a análise completa dos fatos.
A paralisação, que teve início em 10 de setembro, ocorre após o fracasso das negociações entre a categoria e a empresa. Os Correios ingressaram com o pedido de dissídio coletivo no TST em 11 de setembro. O principal ponto de discórdia entre as partes é a proposta de reajuste no plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.
A empresa alega ter oferecido uma proposta que preserva 78 das 80 cláusulas do acordo anterior, com recomposição integral de salários e benefícios pelo INPC, visando um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a recuperação financeira da estatal.

Com informações de: TST
