
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte-PI) realizou, nesta segunda-feira (27), uma manifestação em frente à sede do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (Iaspi), em Teresina. O ato teve como objetivo denunciar problemas enfrentados pelos servidores, especialmente os profissionais da educação, em relação aos serviços prestados pelo plano de saúde.
Entre as principais reclamações estão descontos considerados abusivos nos contracheques dos servidores. Segundo a entidade, até o momento, tanto o Iaspi quanto a Secretaria de Estado da Administração (Sead) ainda não apresentaram esclarecimentos sobre os valores cobrados.
Além disso, o sindicato critica a demora na liberação de exames médicos. Em alguns casos, os beneficiários precisam aguardar até três dias para saber se os procedimentos serão autorizados.
Reajuste gera insatisfação
Outro ponto de insatisfação é a proposta de reajuste nas mensalidades do Iaspi Saúde e do Iaspi Plamta, incluindo os planos suplementares. Para o Sinte-PI, o aumento previsto supera o reajuste salarial estimado para os servidores neste ano, fixado em 6,06%.
A categoria afirma que não aceitará aumento enquanto persistirem falhas na qualidade do atendimento prestado aos beneficiários.
Atendimento no interior é alvo de críticas
O Sinte-PI também denuncia a precariedade dos serviços oferecidos aos servidores que vivem no interior do estado. Segundo a entidade, em diversas cidades há ausência de atendimento e dificuldades de acesso à rede credenciada.
Outro problema apontado é a obrigatoriedade de realização das perícias médicas apenas em Teresina para adesão ao Iaspi Plamta, o que acaba gerando transtornos e custos adicionais para os servidores do interior.
Durante a mobilização, representantes do sindicato participaram de uma reunião com a secretária da doutora Danielly Viana. Na ocasião, foram apresentadas todas as reivindicações da categoria, incluindo as queixas sobre a qualidade dos serviços, os reajustes propostos e a necessidade de ampliação do atendimento no interior.
Segundo o Sinte-PI, foram detalhadas as medidas que vêm sendo adotadas pela administração estadual diante das demandas apresentadas pela categoria.
Governo é cobrado por participação financeira
O sindicato também cobra maior participação do Governo do Estado no custeio do Iaspi Plamta. De acordo com a entidade, por se tratar de um plano de caráter social, a contribuição estatal deveria ser superior à dos servidores.
Ainda segundo o Sinte-PI, o Estado teria reduzido sua participação financeira e transferido ao próprio instituto a responsabilidade pela gestão da folha de pagamento do plano.
Categoria cobra transparência
Além das demais reivindicações, o Sinte-PI pede maior transparência na administração do Iaspi. A entidade quer acesso detalhado às receitas e despesas do plano para que os servidores possam acompanhar a situação financeira e avaliar a necessidade de eventuais reajustes.

