
Dois irmãos gêmeos, Benedito e Pedro, que atuavam como professores de jiu-jitsu, foram detidos no município de União, Piauí.
Eles são suspeitos de cometer estupro de vulnerável contra uma aluna de 13 anos. A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o caso, que corre em segredo de justiça devido à idade da vítima.
A irmã da adolescente, cuja identidade será mantida em sigilo, relatou que os abusos ocorreram nos locais onde as aulas eram ministradas, incluindo banheiros durante campeonatos, e se estenderam por aproximadamente seis meses, com início em janeiro. A reportagem tentou contato com a defesa dos acusados e o espaço permanece aberto para manifestações.
A irmã mais velha notou mudanças comportamentais significativas na jovem, que se tornou mais agressiva e passou a retornar para casa em horários tardios, estendendo sua permanência nas atividades.
As suspeitas aumentaram quando a vítima apresentou alterações físicas notáveis e teve a mensalidade de suas aulas dispensada.
Após insistentes conversas, a adolescente confessou à nora da irmã que mantinha envolvimento com ambos os professores gêmeos, acreditando ter um relacionamento com cada um separadamente.
Segundo a irmã, a jovem chegou a receber uma pílula do dia seguinte de um dos professores, o que resultou em atrasos menstruais, cólicas e vômitos.
Com a revelação dos fatos, um boletim de ocorrência foi registrado em 2 de julho, e as prisões ocorreram na última quinta-feira, 23 de maio. Um exame pericial realizado pela vítima confirmou a ruptura do hímen.
A Polícia Civil do Piauí confirmou que os suspeitos permanecem sob custódia. A irmã da vítima expressou sua convicção de que os benefícios oferecidos pelos professores podem ter sido um fator para os abusos e ressaltou a importância da denúncia para evitar que outras crianças sejam vítimas.
Ela acredita que a adolescente não seja um caso isolado e que outras vítimas possam existir, incentivando outros pais a buscarem coragem para denunciar.
Benedito, que era vinculado a um projeto social em Teresina e ministrava aulas em União, foi afastado de suas atividades. O projeto QG da Luta, em nota oficial, informou o afastamento por tempo indeterminado do instrutor até a conclusão das investigações policiais.
A entidade repudiou a conduta desabonadora e reafirmou que não compactua com ações contrárias aos seus princípios, destacando a gravidade do caso por afetar a integridade física e moral dos alunos e a confiança dos pais e responsáveis. O projeto se solidarizou com a família da vítima.
Com informações de: Cidade Verde
