Piauí prevê 850 novos casos de câncer de mama em 2026

A estimativa para o estado corresponde a uma taxa de 49,09 casos para cada 100 mil mulheres. //Foto: Assis Fernandes/

O Piauí se prepara para um cenário preocupante em 2026, com a projeção de 850 novos diagnósticos de câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Este número se insere em uma estimativa nacional que aponta para 78.610 casos anuais em todo o Brasil entre 2026 e 2028, evidenciando a persistente relevância da doença.

A taxa projetada para o estado piauiense é de 49,09 casos a cada 100 mil mulheres, um dado que reforça a necessidade contínua de conscientização e vigilância em saúde. Especialmente durante o Outubro Rosa, a importância da prevenção e do diagnóstico em estágio inicial se torna ainda mais latente, pois a detecção precoce é um fator determinante para o sucesso do tratamento e a ampliação das chances de cura.

O oncologista André Sobral salienta que a adoção de hábitos saudáveis, o acompanhamento médico regular e a realização de exames preventivos devem ser incorporados à rotina feminina, independentemente da presença de sintomas.

“Quanto mais cedo se diagnostica uma doença como o câncer de mama, o câncer do colo do útero e outras doenças, maiores são as chances de cura”, declarou o especialista. O câncer de mama, embora mais comum em mulheres, pode afetar homens, representando cerca de 1% dos casos.

Sinais de alerta que demandam avaliação médica incluem a presença de nódulos nas mamas ou axilas, alterações na forma ou tamanho dos seios, vermelhidão, retração da pele, modificações nos mamilos e a ocorrência de secreções espontâneas, especialmente se houver sangue. É fundamental ressaltar que a ausência de dor não exclui a possibilidade de câncer, sendo essencial investigar quaisquer alterações persistentes.

Em paralelo, o Hospital São Marcos realizou na última quarta-feira (14) a quarta edição do evento “Desfile Rosa”, uma iniciativa voltada para pacientes em tratamento ou que já superaram o câncer de mama.

O evento, segundo Ana Luísa Almeida, diretora de Qualidade e Assistência Cirúrgica da instituição, visa não apenas celebrar as conquistas das pacientes, mas também promover o acolhimento e alertar outras mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “Já virou rotina e patrimônio do nosso hospital, esse evento. Não é só uma festa para comemorar a vitória dessas mulheres, mas também para chamar a atenção de outras mulheres”, explicou Almeida.

O hospital, que oferece assistência completa no combate ao câncer, registrou mais de 53 mil consultas, 38 mil sessões de quimioterapia e 2.297 cirurgias apenas em 2026.

Com informações de: Portal ODIA

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