
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) implementou, desde 1º de outubro, novas diretrizes para a seleção de doadores em todas as suas unidades. A atualização, que segue a Portaria GM/MS nº 11.685 do Ministério da Saúde, visa modernizar os processos e ampliar o acesso à doação, sem comprometer a segurança transfusional.
As modificações abrangem uma série de situações que antes impediam temporariamente ou permanentemente a doação. Entre os principais ajustes estão a redução do período de espera após tatuagens, piercings e procedimentos estéticos, além de exames como endoscopia e colonoscopia, que agora exigem quatro meses de intervalo, em vez de seis.
Candidatos com histórico de câncer terão a possibilidade de doação avaliada individualmente após cinco anos do fim do tratamento, exceto em casos de leucemia e linfoma, que permanecem como impedimento definitivo. A idade limite para doação também foi flexibilizada, permitindo que pessoas com mais de 70 anos sejam avaliadas caso a caso, o que pode reincorporar doadores fidelizados.
Karina Nava, gerente técnica do Hemopi, celebrou a atualização, destacando que as novas regras foram elaboradas após 12 anos e levam em consideração as diversas realidades dos hemocentros. “A portaria criou uma padronização dos critérios, o que nos ajuda a frear a diminuição dos números de doadores”, afirmou.
A hematologista ressaltou ainda que as mudanças não se limitam à triagem, impactando também as áreas de processamento e transfusão de hemocomponentes. O supervisor da triagem clínica, Antônio Ribeiro, enfatizou que, apesar das novas regras, a avaliação individual e a entrevista clínica continuam sendo etapas cruciais para garantir a segurança de todos os envolvidos no processo de doação.
Com informações de: Governo do Piauí
