O senador Marcelo Castro afirmou que o MDB no Piauí manterá apoio integral à base governista nas eleições de 2026 e aposta na alta aprovação do governador Rafael Fonteles como principal ativo político para a reeleição.
Segundo o parlamentar, a chapa majoritária já está definida no campo governista, com Rafael Fonteles como candidato à reeleição, Washington Bandeira como vice, além dele próprio e do deputado Júlio César na disputa pelas vagas ao Senado. Castro destacou que o MDB acompanha oficialmente essa composição, afastando interpretações isoladas dentro do partido.
O senador afirmou que a estratégia eleitoral será centrada na divulgação das ações da atual gestão. “Quando a população conhece o que está sendo feito, a tendência natural é pela continuidade”, disse, ao citar índices de aprovação superiores a 70% atribuídos ao governo estadual.
No cenário nacional, Castro demonstrou preocupação com a articulação de grupos de direita para ampliar presença no Senado Federal. Segundo ele, a base aliada no Piauí – que inclui também o ministro Wellington Dias – trabalha para eleger dois senadores alinhados ao governo no estado.
Sobre articulações internas, o senador descartou a candidatura de Marcelo Filho para deputado estadual em 2026 e indicou que o nome deverá ser preparado para uma disputa futura, possivelmente em 2030. Já a definição de suplências e outros ajustes na chapa seguem em discussão com o governador e lideranças partidárias.
Marcelo Castro também respondeu a críticas do ex-ministro Ciro Gomes sobre o nível de endividamento do Piauí. Segundo ele, a comparação feita com estados como São Paulo desconsidera a realidade fiscal. “São Paulo é um dos estados mais endividados do país, enquanto o Piauí está entre os de menor endividamento”, afirmou.
Ao final, o senador negou ter convidado o deputado Jadiel Alencar para se filiar ao MDB, embora tenha afirmado não haver resistência a novas filiações.
A fala reforça o alinhamento político da base governista no estado e indica que o MDB deve atuar de forma integrada na estratégia eleitoral de 2026, com foco na manutenção do atual grupo no poder.

