
Leandro recusa convocação para Copa de 86
Há 38 anos, no dia 7 de maio de 1986, a Seleção Brasileira se preparava para embarcar ao México para a Copa do Mundo, mas faltava um nome crucial: o lateral-direito Leandro, do Flamengo. Na última hora, ele decidiu não viajar, alegando solidariedade ao corte de Renato Gaúcho, seu companheiro de clube e amigo. A decisão repentina chocou a todos, especialmente Zico e Júnior, que tentaram, sem sucesso, demovê-lo da ideia no aeroporto do Galeão. Sem o lateral, o Brasil foi eliminado nos pênaltis pela França semanas depois.
O caso de Leandro não foi isolado. Em 1958, Julinho Botelho, ídolo da Fiorentina, recusou a convocação de Vicente Feola para a Copa na Suécia por considerar injusto ocupar a vaga de um jogador que atuasse no Brasil. A decisão, tomada por princípios, o afastou do título mundial conquistado pelos brasileiros. Quatro anos depois, mesmo lesionado e convocado novamente, Julinho cedeu sua vaga a Jair da Costa, mantendo sua postura ética.
Outro episódio marcante ocorreu em 2001, quando Mauro Silva, campeão do mundo em 1994, dispensou a convocação de Luiz Felipe Scolari para a Copa América na Colômbia. O volante justificou sua recusa pela insegurança no país, que enfrentava uma crise humanitária, questionando interesses políticos por trás da realização do torneio. A decisão afastou-o temporariamente da equipe, mesmo sendo peça-chave na campanha rumo à Copa de 2002.
Mais recentemente, em 2015, Rafinha, então no Bayern de Munique, rejeitou a convocação de Dunga para as eliminatórias da Copa de 2018. O lateral alegou não se sentir prioridade na posição e, em tom polêmico, revelou o desejo de defender a Alemanha. A decisão gerou desconforto no clube e na CBF, mas Rafinha mantém-se firme, sem arrependimentos.

Divulgação/ Palmeiras
Julinho Botelho se negou a atuar pela Seleção nas Copas de 58 e 62

Mauro Silva se recusa a disputar Copa América em 2001

Rafinha recusa convocação para eliminatórias
Com informações de: PORTAL-IG

